A educação do futuro existe. Está proibida de navegar.

Os números mostram que o ensino online está a crescer e que Portugal já está acima da média europeia. Não é surpresa. A formação digital é mais flexível, mais adaptada ao mundo real e mais alinhada com a forma como esta geração aprende. O ensino online não é uma moda, é o futuro.

O curioso é que podíamos estar ainda mais à frente. Não estamos porque continua a existir medo de mudar. Medo de admitir que o modelo tradicional já não serve todos. Medo de reconhecer que a inovação também pode nascer fora do sistema.

E, ironicamente, temos um exemplo disso mesmo criado em Portugal: a Brave Generation Academy. Um modelo híbrido, que combina online com presencial, pensado para o aluno, para uma geração que não se revê nas salas de aula tradicionais, pensado para novas formas de viver e para preparar jovens para um mundo em constante transformação.

Mas em vez de tentar perceber, estudar e aprender com o modelo, o que vemos é o contrário. Governos e decisores que não fazem… e não deixam fazer. Em vez de dialogar, preferem gastar recursos a tentar travar. Em vez de compreender, recorrem às mil e uma leis que aparecem quando dá jeito. Em vez de construir soluções, mobilizam mecanismos de pressão através de estruturas ligadas ao Ministério Público, numa espécie de perseguição a pais que decidiram escolher um modelo educativo diferente, legítimo à luz da Constituição, mesmo que desconfortável para o sistema.

Pais que apenas defendem aquilo que consideram melhor para os seus filhos são tratados como irresponsáveis. São chamados, pressionados, abordados por CPCJ’s como se estivessem a cometer um crime. Curiosamente, num setor onde tantas vezes se diz faltar recursos humanos, aqui parece não haver escassez. Na Brave Generation Academy, os pais sentem essa presença constante. Diria mesmo que os poucos recursos disponíveis estão altamente focados em vigiar quem ousa inovar.

Portugal podia assumir-se como uma referência mundial na transformação da educação. Com a aposta séria no ensino online e em modelos híbridos inovadores, poderíamos ser reconhecidos como uma potência na vanguarda educativa. Mas continuamos presos a uma visão pequenina, mais preocupada em controlar do que em evoluir.

Na era dos Descobrimentos, Portugal ousou sair do porto quando o mundo ainda acabava no horizonte. Hoje, perante um novo oceano, o da educação do futuro, preferimos ficar a medir a profundidade da água, a rever regulamentos e a discutir quem autorizou a viagem. Com estes decisores, provavelmente nunca teríamos levantado âncora. E talvez nem existisse um Padrão dos Descobrimentos para mostrar ao mundo. Ficávamos confortavelmente atracados, orgulhosos da prudência… enquanto outros partiam à descoberta.

Tim Vieira | March 2026

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